Wellington é único governador do Nordeste em encontro em Brasília

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou nesta quarta-feira, 14, que os governadores eleitos do Nordeste têm “todo interesse” em trabalhar em conjunto com a Federação a partir do próximo ano. Dias é o único representante do Nordeste em encontro dos governadores eleitos em 2018 com a participação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), em Brasília. “Estou bastante animado que vamos poder dialogar. A disposição do Nordeste é do diálogo”, afirmou ao chegar no evento.

Segundo Dias, os demais governadores nordestinos não compareceram porque tinham outros compromissos. Ele justificou, ainda, que o encontro foi organizado por três governadores, e não pelo presidente eleito.

A reunião foi uma iniciativa dos governadores eleitos de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) para debater propostas de atuação conjunta dos Estados e também dar um panorama dos principais problemas. “Todos do Nordeste gostariam de estar aqui. O que acontece é que é uma iniciativa de três governadores eleitos e não do presidente eleito”, destacou o governador do Piauí.

Dias afirmou que os governadores do Nordeste pretendem marcar uma reunião com Bolsonaro após a posse, no início do ano que vem, e devem entregar uma manifestação com os principais interesses da região, citando como prioridade a área da segurança pública e também a geração de empregos. Hoje, ele entregou uma Carta dos Governadores do Nordeste à equipe de transição do novo governo federal.

Sobre as pautas do novo governo, Dias não descartou apoio à reforma da Previdência, mas disse que é preciso defender “que (a proposta) não se transforme em prejuízo aos mais pobres e mulheres”. “É uma pauta nacional, claro que é possível trabalhar a Previdência”, respondeu.

Trabalho conjunto

Ao chegar ao evento, o governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB), defendeu políticas regionalizadas para os Estados e ao pagamento de recursos da Lei Kandir, que compensa os Estados pela perda de tributos sobre bens exportados. Barbalho pediu que Estados e União trabalhem juntos para corrigirem os problemas nas duas esferas. “É hora de trabalhar de forma conjunta, dissociar o governos estaduais e federal é um equívoco”, completou.

O governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) disse que sua equipe ainda está levantando informações sobre as finanças do Estado, que passa por uma grave crise fiscal. “A nossa intenção é trazer todos os indicadores para dentro das metas”, disse.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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